Meu segundo Dia das Crianças sem meu pequeno...
Acordei com aquele vazio que conheço muito bem. Abri portas e janelas e esperei o dia avançar. Eu estava sozinha. Caminhando entre suas lembranças, me perdi. Suas pantufas, suas roupinhas, seus lençóis... Outro dia encontrei um par de meias sujas dentro de um par de sapatos seus. Eu não as sabia ali. Peguei e as cherei. Era seu cheirinho. Como não percebemos, não lavamos... Senti uma dor tão grande ao perceber que se lavasse aquelas meias nunca mais teria o seu cheiro original circulando pela casa, no meu olfato... Sua imagem presa na minha retina. Eu te queria eterno. Não essa eternidade de que falamos, tão subliminar e poética. Eu te queria eterno em carne e osso, pele e abraço.
E por te amar assim...
Decidida e absoluta...
Não consigo conviver nessa eterna espera pelo dia em que seremos só nós no mundo.
*Te amo demais, meu filho.



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