quinta-feira, 12 de outubro de 2006

Sem você... no seu dia.




Meu segundo Dia das Crianças sem meu pequeno...

Acordei com aquele vazio que conheço muito bem. Abri portas e janelas e esperei o dia avançar. Eu estava sozinha. Caminhando entre suas lembranças, me perdi. Suas pantufas, suas roupinhas, seus lençóis... Outro dia encontrei um par de meias sujas dentro de um par de sapatos seus. Eu não as sabia ali. Peguei e as cherei. Era seu cheirinho. Como não percebemos, não lavamos... Senti uma dor tão grande ao perceber que se lavasse aquelas meias nunca mais teria o seu cheiro original circulando pela casa, no meu olfato... Sua imagem presa na minha retina. Eu te queria eterno. Não essa eternidade de que falamos, tão subliminar e poética. Eu te queria eterno em carne e osso, pele e abraço.

E por te amar assim...

Decidida e absoluta...

Não consigo conviver nessa eterna espera pelo dia em que seremos só nós no mundo.


*Te amo demais, meu filho.

Dia das Crianças.

Hoje é Dia das Crianças. Uma amiga minha, que não posso citar o nome por motivos éticos (ou estéticos), acabou de me contar que ainda se lembra de quando ganhou um bambolê!!! Meu deus!!! Nem imaginava que alguém ainda se lembrasse disso... Além de nos expor ao ridículo, nos faz perceber que já perdemos o jeito há muito tempo... Mas o legal de ainda se ver criança, não aquela coisa meio abobalhada, mas a essência que nos torna mais humanos, é poder sentir as coisas acontecendo dentro da gente. Cada descoberta, um novo mundo. Cada sensação... Contra um coração de criança, não se pode maldade terrena.

*E vamos brincar de bambolê!!!


 
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